


| PECULIARIDADES DA MIGRÂNEA NA INFÂNCIA |
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| Escrito por Marco A. Arruda | |||
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"As crianças tem estruturas mentais diferentes das dos adultos. Não são adultos em miniatura; elas têm seus próprios caminhos distintos, para determinar a realidade e ver o mundo". Piaget DIAGNÓSTICO A migrânea é a cefaléia mais estudada na infância e a causa mais freqüente de cefaléia crônica na criança (1, 2, 3, 4, 5, 6). Apesar de inúmeras tentativas, ainda não foram identificados marcadores da migrânea que permitissem o seu diagnóstico através de exames laboratoriais (3, 7, 8). O diagnóstico da migrânea (e das cefaléias em geral) é ainda estabelecido através de dados clínicos, dependendo fundamentalmente das informações dadas pelo paciente sobre a sua dor (3, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13). Este fato explica parte das dificuldades encontradas no diagnóstico da migrânea (e das cefaléias em geral) na criança, sobretudo naquelas de menor idade, pelas suas maiores limitações no fornecimento das informações necessárias para o diagnóstico (3, 6, 14, 15). Com o propósito de minimizar estas dificuldades, vários autores propuseram critérios específicos para o diagnóstico da migrânea na infância: Vahlquist (16), Prensky (17), Deubner (18), Congdon e Forsythe (2) e Kurtz et al. (19) (Tabela 1). No entanto, a literatura não foi unânime com relação ao melhor destes critérios e os mesmos foram, por muito tempo, utilizados por vários autores impossibilitando a comparação dos achados nas diferentes séries publicadas (3, 20, 21). Em 1988 a International Headache Society (IHS) propôs critérios operacionais para o diagnóstico das cefaléias, nevralgias cranianas e dor facial (ICHD-I) (22) e, a partir de então, os mesmos foram validados e amplamente adotados na literatura especializada (23) (Tabela 2). Apesar de representarem um avanço no diagnóstico das cefaléias, estes critérios foram primariamente desenvolvidos para o uso em adultos (21, 24). Encontramos alusões à infância em apenas dois trechos do ICHD-I: no grupo 1.5, onde eram citadas as Síndromes Periódicas da Infância; e na duração das crises de migrânea sem aura. Ao definir a duração das crises de migrânea sem aura entre quatro e 72 horas (critério B), uma nota de rodapé refere que em crianças abaixo de 15 anos esta duração poderia ser de duas a 48 horas. Entre as 372 referências citadas ao final da edição, apenas 12 advinham de estudos realizados com crianças e adolescentes. A partir de 1992 vários estudos comprovaram a alta especificidade e baixa sensibilidade dos critérios diagnósticos do ICHD-I para a migrânea sem aura na infância e adolescência. Alguns desses estudos compararam os critérios do ICHD-I ao diagnóstico clínico intuitivo (21, 24, 25) e outros os comparam aos critérios diagnósticos anteriormente propostos para a migrânea na infância (20, 26, 27, 28, 29). Outros estudos ainda, de caráter epidemiológico (20, 26, 30) e outros realizados em clínicas especializadas em cefaléia (24, 27, 28, 29, 31). Clique no link ao lado e baixe o conteúdo completo para seu computador
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CEFALÉIAS PRIMÁRIAS: TEORIA E PRÁTICA
Dr. Wilson Farias da Silva Prof. Titular e Docente Livre de Neurologia da UFPE
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