


| TRATAMENTO PROFILÁTICO DA MIGRÂNEA NA INFÂNCIA |
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| Escrito por José Luiz Dias Gherpelli | |||
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INTRODUÇÃO O tratamento da migrânea na infância deve levar em consideração estratégias de natureza farmacológica e não farmacológicas individualizadas dentro do contexto do grau de comprometimento funcional produzido pela cefaléia e sintomas associados. Nem todas as crianças necessitam de terapia farmacológica. A dificuldade para expressar os sintomas álgicos, sua magnitude e o reconhecimento das manifestações associadas, em crianças na idade pré-escolar, faz com que o diagnóstico do tipo de cefaléia e a utilização de medidas terapêuticas adequadas sejam tarefas difíceis tanto para o médico, quanto para os familiares.
Na infância, as dores de fraca intensidade são freqüentemente suportadas pela criança sem que ela se queixe aos familiares, principalmente, se ela está entretida com alguma atividade que lhe é bastante interessante no momento. Sintomas como foto e fonofobia não são fáceis de serem definidos pela criança. Freqüentemente, a criança suporta um leve enjôo e somente procura o adulto quando está na iminência de vomitar. Os sintomas característicos da aura somente são referidos quando a criança é inquirida diretamente e não é fato incomum que os familiares se espantem com o fato da criança apresentá-los, pois ela nunca havia se queixado deles para os pais. Não é raro que os sintomas da migrânea ocorram durante outras doenças na infância, tais como infecções, alergias e distúrbios gastrintestinais. Portanto, a utilização de medicações específicas para o tratamento da migrânea nessas circunstâncias pode ser ineficaz, se coexistem outras anormalidades que simulam ou atuam como fatores precipitantes da migrânea. O repouso em ambiente adequado (com pouca luminosidade e silencioso) e um breve período de sono são atitudes que muitas vezes são eficazes para abortar uma crise migranosa. Na infância, estas atitudes são mais fáceis de serem adotadas do que na idade adulta e, quando eficazes, devem ser encorajadas, pois com isso evita-se a utilização excessiva de medicação analgésica. Alimentação adequada em horários definidos, evitar atividade física intensa em ambientes quentes, ou com luminosidade excessiva, e higiene do sono são atitudes que podem levar à diminuição dos episódios de migrânea em alguns pacientes. Drogas cuja eficácia foi provada em adultos, freqüentemente, ainda não foram adequadamente testadas com relação a sua eficácia e segurança na infância. O tratamento da migrânea deve contemplar os seguintes objetivos 1:
Na infância, não existem critérios definidos para iniciar a medicação profilática. Os critérios abaixo são derivados daqueles empregados para adultos. A profilaxia da migrânea geralmente é considerada quando:
Apesar do mecanismo de ação das medicações profiláticas ainda não ter sido provado cientificamente, acredita-se que elas atuem através de quatro mecanismos básicos: antagonismo dos receptores 5-HT2, modulação do extravasamento plasmático vascular, modulação de mecanismos de controle aminérgico centrais, ou efeitos estabilizadores sobre a membrana plasmática via canais voltagem-sensível 2. As principais drogas utilizadas no tratamento profilático das migrâneas da infância estão na Tabela 1, com as dosagens habituais. Clique no link ao lado e baixe o conteúdo completo para o seu computador
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