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CEFALÉIA E RINOSSINUSITES E-mail
Escrito por Márcia M. F. Lima   

Na infância, a sinusite é um problema comum e que pode ter entre seus diversos sintomas e sinais, a cefaléia sinusal. Observa-se uma freqüência de 5,4% a 16% em atendimentos de emergência e em pesquisa populacional 0,22%.1,2 ,3,4

A cefaléia sinusal é um diagnóstico inespecífico, aceito para dor facial associada à cefaléia. Diversos especialistas a consideram rara e uma causa incomum para cefaléia recorrentes.

A cefaléia secundária à sinusopatia seria um dos erros diagnósticos mais comuns no atendimento de pacientes com dor de cabeça, muitos desses pacientes apresentariam migrânea, havendo recebido um diagnóstico errôneo de sinusite anteriormente.5,6,7

O inapropriado diagnóstico de cefaléia atribuída à rinossinusite pode resultar em exames complementares e tratamentos clínicos e até cirúrgicos desnecessários.8

Objetivando um consenso sobre o diagnóstico e tratamento dessa cefaléia, foi criado um comitê interdisciplinar na International Headache Society (IHS) e na American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery (AAO), para discutir a etiologia e rever estudos epidemiológicos, caracterizando a cefaléia sinusal.

Há dois sistemas de classificação e diagnóstico referente a cefaléia sinusal, o da AAO-HNS 10,11 e da IHS. 12Não são critérios baseados por evidencia científica, mas representam um consenso entre os comitês.

Os critérios da AAO-HNS são práticos, fundamentados na clínica, embora o diagnóstico conclusivo deva ser direcionado pela endoscopia nasal (EN) e/ou pela tomografia computadorizada (TC) dos seios nasais. Na prática diária, os pacientes como são atendidos em unidades de saúde primárias, essa tecnologia diagnóstica não está disponível, sendo assim, o diagnóstico de rinossinusite é geralmente realizado através da história clínica do paciente, exame físico (rinoscopia anterior, orofaringe e pescoço e do preenchimento de dois critérios maiores ou um menor e dois maiores entre os sintomas e sinais clínicos (Tabela 1).

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JORNAL NACIONAL Sábado, 24/10/2009 Neurologista da Sociedade Brasileira e Cefaleia afirma que brasileiros possuem mais dores de cabeça do que americanos e europeus. O Sudeste possui a maior quantidade de pessoas com enxaqueca.
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