


| A Cefaliatria na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto |
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| Escrito por CAB & JGS | |||
| Sáb, 25 de Setembro de 2010 13:28 | |||
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Assistia-se no início dos anos 80, à assim chamada pulverização da medicina, com a criação de das sub-especialidades. No que tange à neurologia, criavam-se os ambulatórios específicos, como o de transtornos de movimentos, doenças neuro-musculares, epilepsia, neurologia da criança, doenças neuro-vasculares e outros. O Ambulatório de Cefaleia da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto começou a funcionar em 1984, Dr. José G. Speciali, na época, já bastante conhecido entre os epileptologistas, aceitou o desafio dar suporte com sua experiência e capacidade. Dr. Carlos Bordini foi à Trondheim, Noruega, estagiar com Professor Ottar Sjaastad onde colhe o material que serviria de base para seu mestrado. Os diagnósticos se tornam mais sofisticados. Sendo um centro de atendimento terciário, os pacientes encaminhados para nosso ambulatório têm problemas clínicos complexos. Cefaléias primárias raras de difícil diagnóstico e cefaléias secundárias são as mais freqüentes atualmente. Provavelmente nenhum outro ambulatório tem tanta experiência no diagnostico de cefaleias secundárias como o do HCRP. Desenvolveram-se técnicas diagnósticas de cefaléias relacionadas às nevralgias cranianas raras, bem como seu tratamento com bloqueios anestésicos. Hoje esse procedimento é feito de rotina pelos médicos-residentes do ambulatório. Além do atendimento médico diferenciado desenvolveram-se pesquisas com teses e publicações que foram divulgadas em periódicos nacionais e internacionais. A produção cientifica, em teses e dissertações já defendidas oriundas de pesquisas feitas no ambulatório de cefaléia do HCRP e orientadas pelo Dr. Speciali, é numerosa: Iniciação cientifica 3 Mestrados “stricto sensu” : 17 Doutorados “stricto sensu” : 8
Em 26 anos, o ambulatório nasceu, cresceu, floresceu de deu muitos frutos. Contribuímos para formação de bons médicos neurologistas-cefaliatras, profissionais éticos e cônscios e seus deveres para com seus pacientes e sociedade. Acima de tudo fizemos bons amigos que estão espalhados por todo território nacional. A maioria reconhece o esforço e a dedicação dos seus professores. Contribuímos diretamente para a formação de pelo menos dois cefaliatras brasileiros conhecidos internacionalmente: Dr. Bigal e Dr. Bordini. O serviço de cefaléia criado por nós está forte e em pleno crescimento. Hoje tem 3 médicos-assistentes entusiasmados e capacitados para continuar nossa luta por uma cefaliatria brasileira mais grandiosa do que já o é.
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| Última atualização em Sáb, 25 de Setembro de 2010 15:43 |
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