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Home Notícias Edição 4 A Cefaliatria na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
A Cefaliatria na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Imprimir E-mail
Escrito por CAB & JGS   
Sáb, 25 de Setembro de 2010 13:28

Assistia-se no início dos anos 80, à assim chamada pulverização da medicina, com a criação de das sub-especialidades. No que tange à neurologia, criavam-se os ambulatórios específicos, como o de transtornos de movimentos, doenças neuro-musculares, epilepsia, neurologia da criança, doenças neuro-vasculares e outros.

Dr. Carlos Bordini sugere a criação de um ambulatório de cefaléias, pois, a despeito de ser a mais frequente queixa dos pacientes neurológicos, pouco se sabia e nada se ensinava nesse mister.

O Ambulatório de Cefaleia da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto começou a funcionar em 1984, Dr. José G. Speciali, na época, já bastante conhecido entre os epileptologistas, aceitou o desafio dar suporte com sua experiência e capacidade. Dr. Carlos Bordini foi à Trondheim, Noruega, estagiar com Professor Ottar Sjaastad onde colhe o material que serviria de base para seu mestrado.

As atividades multiplicavam-se, não somente assistenciais como, principalmente em pesquisas. Dr. Speciali orientou o mestrado e doutorado de Dr. Bordini, a seguir orientou Marco Antonio Arruda e Marcelo Ciciarelli. Na segunda parte dos nos 90 vieram Marcelo Bigal e Hilton Mariano da Silva Junior. Já nesse século, os Mestrados de Ana Luiza Antoniazzi , Kátia Martins, Jaqueline Barbosa, Lineu Mizziara. Mais recentemente ainda, outros colaboradores surgiram, Karem Ferreira, Giselle Theotonio, Luis Fernando Canno, os dentistas Renata Campi, Henrique R. de Macedo, Thiago Dias do Nascimento, Daniela Godoy Gonçalves, Juliana Stuginski-Barbosa, Renata Fernandes, as psicólogas: Luciana Campaner, Fernanda, Myrna Coelho de Matos, os fisioterapeutas: Paulo de Tarso Troleis, Maria Claudia Gonçalves, Débora Bevilacqua-Grossi.

Além da atividade assistencial, iniciam-se as reuniões científicas matinais, e as brilhantes discussões de casos. Pelo ambiente descontraído, recheado de tiradas de bom humor e por prevalecer um clima de camaradagem, éramos conhecidos como cariocas da neurologia, alcunha que nos envaidecia. Soma-se a isso, uma produção científica admirável, mais de uma centena publicações nacionais e internacionais.

A interdisciplinaridade se aperfeiçoou a ponto de, quando necessário, um paciente ser atendido no mesmo dia pelo médico, fisioterapeuta, dentista e psicólogo.

Os diagnósticos se tornam mais sofisticados. Sendo um centro de atendimento terciário, os pacientes encaminhados para nosso ambulatório têm problemas clínicos complexos. Cefaléias primárias raras de difícil diagnóstico e cefaléias secundárias são as mais freqüentes atualmente. Provavelmente nenhum outro ambulatório tem tanta experiência no diagnostico de cefaleias secundárias como o do HCRP.

Desenvolveram-se técnicas diagnósticas de cefaléias relacionadas às nevralgias cranianas raras, bem como seu tratamento com bloqueios anestésicos. Hoje esse procedimento é feito de rotina pelos médicos-residentes do ambulatório.

Além do atendimento médico diferenciado desenvolveram-se pesquisas com teses e publicações que foram divulgadas em periódicos nacionais e internacionais.

A produção cientifica, em teses e dissertações já defendidas oriundas de pesquisas feitas no ambulatório de cefaléia do HCRP e orientadas pelo Dr. Speciali, é numerosa:

Iniciação cientifica 3

Mestrados “stricto sensu” : 17

Doutorados  “stricto sensu” : 8

 

Em 26 anos, o ambulatório nasceu, cresceu, floresceu de deu muitos frutos.  Contribuímos para formação de bons médicos neurologistas-cefaliatras, profissionais éticos e cônscios e seus deveres para com seus pacientes e sociedade.

Acima de tudo fizemos bons amigos que estão espalhados por todo território nacional. A maioria reconhece o esforço e a dedicação dos seus professores. Contribuímos diretamente para a formação de pelo menos dois cefaliatras brasileiros conhecidos internacionalmente: Dr. Bigal e Dr. Bordini.

O serviço de cefaléia criado por nós está forte e em pleno crescimento. Hoje tem 3 médicos-assistentes entusiasmados e capacitados para continuar nossa luta por uma cefaliatria brasileira mais grandiosa do que já o é.

Última atualização em Sáb, 25 de Setembro de 2010 15:43
 

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