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Wilsons Edgardo, nosso polivalente editor-repórter-boy, adora desafios. E não foi para menos, topou de cara entrevistar o Professor Paulo Hélio Monzillo, pessoa de opiniões marcantes, ideias originais e de importância fundamental para a Cefaliatria Brasileira e formação de jovens neurologistas em nosso país. Para toda a editoria desse boletim uma unanimidade, um fiel amigo e exemplo de dignidade e seriedade científica. No texto a seguir, confira, Paulo Monzillo por Paulo Monzillo.
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Veja artigos publicados pelo Dr. Paulo Hélio Monzillo
Wilsons: Dr. Paulo Hélio Monzillo, é um grande prazer entrevistá-lo para esse primeiro PG de 2012. Vim preparado, sei que não tem ‘papas na língua’! Mas é assim que nós gostamos! Conte para os nossos leitores a origem do sobrenome Monzillo.
Monzillo: Porra, não tenho a menor idéia! Nunca me interessei por "botânica" e tão pouco por qualquer tipo de árvore! Só posso dizer que somos oriundos do Sul da Itália e, portanto, mafiosos da melhor estirpe! Cuidado! Sou vendeteiro! Não sabem o que é? Azar!
Wilsons: Você tem uma fama de guru para muitos membros da SBCe, sobretudo para os mais jovens, e todos querem sempre saber suas opiniões. Pois bem, vamos de cara para temas polêmicos. Como você vê o Brasil de hoje, pós Lula e com Dilma.
Monzillo: Lula, pessoa carismática e de uma perspicácia incomparável! Disse as palavras certas para um público certo, num momento também certo! Melhorou a qualidade de vida dos mais pobres! Nossa auxiliar doméstica, com mais de vinte anos de convivência com a Márcia e quinze conosco, tem hoje, só para citar como exemplo, dois telefones celulares! O lado ruim é que ele não colocou o país nos "trilhos" do desenvolvimento, com a sustentabilidade que todos brasileiros almejam! Dilma? Defino seu governo até o momento como um "deja vu"!
Wilsons: E sua opinião sobre a Universidade e a pesquisa científica em nosso país e no mundo, nos dias atuais.
Monzillo: É dentro das Universidades que nasce a pesquisa que gera conhecimento! Entretanto, todos sabemos o quão difícil (quase impossível) é fazer pesquisa dentro delas! Falta estrutura, financiamento, recursos humanos e, para ser curto e grosso, faltam armários para os prontuários que necessitam ser armazenados por dez anos! É mole?
Wilsons: Monzillo, conte para os leitores do Pulo do Gato de que forma se interessou em ser médico e como foi esse processo até entrar na Faculdade de Medicina.
Monzillo: Se eu disser que a partir de certa idade eu brincava de médico com as minhas primas e primos e esse fato introjectou-se no meu cérebro (lobo temporal ou frontal?) é a mais pura mentira! Até hoje o processo de escolha é para muitos difícil! Não temos amadurecimento suficiente para tal "casamento" com o qual conviveremos até que a morte nos separe! À época, a convicção maior era do que não gostaria de ser! Talvez a opção pela Medicina guarde uma interface com ser alguém detentor de conhecimento e importante dentro da sociedade! Naquela época, o médico só não era mais importante que o juiz de direito!!!
Wilsons: Agora uma passagem inesquecível da Faculdade de Medicina.
Monzillo: Prova de Medicina Legal! Classe dividida em duas turmas! Mesmo teste para todos! Tradição: alguém da primeira turma pega uma prova a mais e joga as folhas pela janela para os que, literalmente, a esperam de bocas abertas! O escolhido? Eu! Pego a prova, dobro silenciosamente várias vezes e sentado (lógico) na última fileira, lanço o papel janela afora! Detalhes importantes: havia chovido e o parapeito externo estava ainda molhado e a prova "grudou" e não caiu! Nada aconteceria se o "público" na calçada não tivesse em coro e em alto e bom tom cantarolando: vai cair, vai cair... O professor ouvindo essa súplica vai até a janela e se depara com folha no parapeito e eu sentado próximo ao crime! Quase fui expulso!
Wilsons: Três pessoas que te ensinaram Medicina e três que te ensinaram cefaleia na vida (pode ser menos de três, não fica bravo!)
Monzillo: Na Faculdade os Professores Aldo Stachinni de Anatomia e Edílio de Propedêutica! Na Cefaléia os Professores Sanvito, Rafaelli e Eliova Zuckerman.
Wilsons: Na sua opinião, com base em ampla experiência pessoal, os três diagnósticos mais difíceis e os três mais fáceis em cefaleia.
Monzillo: Prefiro responder que não existe diagnóstico difícil, existe anamnese mal conduzida! Digo sempre aos residentes que quem aprende a tirar história de um paciente com dor de cabeça tira história até de morto! É muito difícil! Estamos lidando com um sintoma que não se mede, de difícil verbalização, muitas vezes independente do nível cultural da pessoa examinada. Existe uma dificuldade natural de expressar um sintoma físico desagradável (a dor) e que tem uma interface emocional não desprezível! Como diz o poeta: "a pior dor do mundo é a minha"!
Wilsons: Migrânea ou Enxaqueca e por quê?
Monzillo: Enxaqueca, sempre! Migranea não existe como vernáculo na língua Portuguesa! Pelo menos até o momento!
Wilsons: Edgard Raffaelli Junior por Paulo Monzillo?
Monzillo: Visionário, inteligente, difícil e rancoroso! Todos nós, sem exceção, estamos aonde estamos e fazemos o que fazemos por causa dele! Pena, a meu ver, ele nunca ter enxergado esse fato!
Wilsons: Enxaqueca e Cefaleia do Tipo Tensional, uma ou duas cefaleias distintas?
Monzillo: Uma só enfermidade! Para mim, a Cefaléia do Tipo Tensional é uma "enxaquequinha"!
Wilsons: Com estudos publicados em revistas de grande impacto como o Neurology, qual trabalho foi mais gratificante na sua vida científica até hoje?
Monzillo: Por incrível que possa parecer, o trabalho mais importante foi sobre a Síndrome de Tolosa Hunt! Justifico: foi publicado em Português numa revista de Oftalmologia indexada! As pessoas atualmente tem acesso a informação e se ela, algum parente ou conhecido recebe esse diagnóstico estranho, eles conseguem interar-se sobre o assunto e entram em contato comigo! Fato que não ocorreria se tivesse sido publicado em Inglês! Tenho certeza que embora não seja um trabalho de ponta, continua prestando um serviço para a sociedade!
Wilsons: Como você vê o processo de revisão por pares (peer review) nas revistas científicas internacionais, críticas e elogios. E, sua opinião sobre a possibilidade de algum tipo de preconceito nesse processo em relação a estudos realizados por pesquisadores do terceiro mundo.
Monzillo: O preconceito existe, é um fato! Difícil é mensurá-lo! Alguns autores nacionais encontraram um meio de minimizar o fato! Colocam como co-autor um estrangeiro de renome para tentar minimizar o preconceito! Já tive uma oportunidade de fazê-lo, mas não o fiz! Gente, não é que eu seja honesto, o que eu tenho é medo de ser desonesto!
Wilsons: Como você vê a relação atual da indústria farmacêutica com a classe médica?
Monzillo: A linha amarela dessa associação é tênue! A indústria tem seus interesses comerciais e muito dinheiro em jogo! Eu, como muitos contemporâneos da Cefaliatria conhecemos o mundo, com passagens e hotéis de primeira classe, que muitos nunca almejariam ter acesso naquela época da vida! Viva os triptanos! Hoje a regulamentação pela Anvisa é mais severa e restritiva! Mas é dela que vem o $$$!
Wilsons: Uma lembrança inesquecível da infância.
Monzillo: Um medo incontrolável, acompanhado de choro incoercível do Papai Noel! Fiquei muito feliz quando soube que ele não existia!
Wilsons: Você sabe, nosso boletim se chama ‘O Pulo do Gato’ porque nele os maiores especialistas do mundo revelam os segredos de se tratar dor de cabeça. Pois bem, essa é a hora, dê um presente para os nossos leitores, o “pulo do gato em cefaleia”.
Monzillo: Pessoalmente digo que foi a experiência adquirida com uso de neurolepticos, inicialmente com a clorpromazina e, posteriormente, com o haloperidol no tratamento da cefaléia na sala de emergência!
Wilsons: Alguma dica para os que estão começando a pesquisa em cefaleia.
Monzillo: É uma subespecialidade maravilhosa! Um trabalho profissional de "escultor"! Não existe um único medicamento, quer seja ele abortivo de crise ou preventivo, que satisfaça a todos! Portanto, devemos colocar nosso foco no sofredor de dor cabeça! Devemos ter sempre em mente que a enxaqueca é uma enfermidade genética! "Tem quem pode e não quem quer"! E, em tendo a predisposição para tê-las, a história natural de crises terá um maior grau de perversidade em número, freqüência e intensidade de crises na dependência direta dos desencadeantes que a pessoa se depare no seu dia a dia! Sabemos que o enxaquecoso tem traços muito particulares e esteriotipados de personalidade, cito como exemplos: inteligente, determinado, perfeccionista, com um alto grau de exigência pessoal e, portanto, mais sujeito a frustrações e sentimentos de culpa. Um péssimo administrador de problemas pessoais! O enxaquecoso adora fazer "armadilhas" emocionais contra si mesmo no estresse do cotidiano.
Wilsons: Ficamos sabendo (por um passarinho) de um episódio ocorrido em Cambridge, parece que a porta do quarto se fechou e você ficou só de toalha nos corredores daquela famosa Universidade Britânica... O que tem de verdade e o que já se tornou mito???
Monzillo: Não tem nada de mito! Tudo verdade. Fiquei trancado do lado de fora do quarto após o banho (o banheiro era coletivo e no corredor) com uma toalha de banho cujo tamanho só encobria minha barriga. Isso tudo de madrugada e minha única salvação era o Bordini que dormia pesadamente em seu aposento, tão bêbado quanto eu! É mole? Ou quer mais? Corri o risco de ser preso em Cambridge (atentado ao pudor), no mesmo colégio que estudou Isaac Newton!
Wilsons: Pensa em aposentar? O que vai fazer quando chegar a hora?
Monzillo: Sim! Espero ter a sapiência de fazê-lo na hora correta! Penso em abrir uma pousada gay em algum lugar do nordeste! Por que? Gente educada, sem filhos, com dinheiro e que optaram em ser felizes! ( brincadeira)
Wilsons: Sabemos que você gosta de comer bem, qual o pulo do gato para se escolher um bom restaurante e quais os seus preferidos (no Brasil ou no exterior)?
Monzillo: Sou chato! A Márcia sempre reclama que vamos sempre aos mesmos restaurantes! Gosto de ser reconhecido pelos garçons e consequentemente ser bem tratado! No Brasil: Rubayat, Antiquários, Fazano, La Tambuille, entre outros! No exterior: Le Pré Catelan e Le Cascade (Paris); Marie e Aigner (Berlim) e outros maravilhosos que não lembro!
Wilsons: Suas apresentações em congressos são sempre marcantes, excepcionais. Diga para a gente que conferência gostaria de fazer daqui vinte anos? E qual descoberta ver estampada nos periódicos até essa data?
Monzillo: Agradeço a perspectiva de vida que me foi dada! Se não estiver demente e tão pouco Parkinsoniano, a palestra seria: “Cefaléias: o quebra- cabeça está montado!” No periódico: "Enxaquecoso, seu sofrimento terminou! Adeus dores de cabeça! Você já pode utilizar o medicamento perfeito para você, só para você! Dose única! Efeito permanente! Disponível na rede pública!”
Wilsons: Wilson Luiz Sanvito por Paulo Monzillo.
Monzillo: Mestre! Educador! Ensinou-me que nada mais importante que a anamnese, o exame neurológico e o diagnóstico (sindrômico, topográfico e etilogico). Não são e nunca serão substituídos pela Medicina tecnotrônica. Despertou em mim interesse em frases filosóficas. Foi e ainda é um privilégio o convívio com ele! Detentor de um conhecimento neurológico ímpar e de uma cultura geral como poucos. Um filósofo vivo e ao meu alcance.
Wilsons: Muito obrigado Dr. Paulo Hélio, nossa última solicitação, Monzillo por Monzillo.
Monzillo: Longe de mim cometer um vitupério! Termino a entrevista com uma frase de Fernando Pessoa: "Se algum dia quiserem escrever sobre mim, digam o dia em que nasci e em que morri. O resto só interessa a mim! Bjs
| Uma pequena autobiografia de Paulo Monzillo |
Ingressei na Faculdade de Mogi das Cruzes no ano de 1973, tendo me formado no VI turma em 1978. No ano subseqüente, fui para Campinas para o primeiro ano de residência em Neurocirurgia na Casa de Saúde, braço do serviço da PUC. Lá permaneci por uma gestação (nove meses), tempo de amadurecer a ideia que aquilo não era minha praia. Volto para São Paulo com a ideia de tentar residência em Neurologia clínica. Fato que só ocorreu em junho de 1981 quando ingressei na Santa Casa de SP. Nesse intervalo, período cheio de inseguranças e incertezas, fui voluntário no Hospital Emílio Ribas de enfermidades infecciosas! Encerro esse período por aqui pois foi muito ruim psicologicamente! Vamos adiante! Na Santa Casa, conclui minha residência em três anos e após esse período, juntamente com o professor Sanvito, montamos o nosso ambulatório. E lá estou até hoje, como médico voluntário e responsável pelo ambulatório de Cefaléia. Meus pais, Hélio Monzillo e Nincia Therezinha Monzillo, faleceram há alguns anos. Do primeiro casamento surgiram dois seres que adoro: Bruna e Luciana. Há mais de quinze anos vivo com a Márcia que me ensinou a ser um ser humano melhor e muito mais feliz. Uma união por opção de ambos e fantástica em todos seus aspectos. Recomendo a todos, desde que cada um ache a sua Márcia! Profissionalmente, iniciei minha vida de autônomo "carregando" piano para o também meu professor Dr. Charles Peter Tilbery, atendendendo convênios e pacientes particulares (todos dele)! Por volta de 1986, sem a certeza da data, iniciei minha carreira solo no Hospital Albert Einstein, onde estou até a data que escrevo essas linhas. Além da cefaléia, minha primeira paixão, atualmente tenha uma "amante", sou responsável por todas as interconsultas neurológicas de pacientes do SUS transplantados no Hospital Albert Einstein. Já chega! Do professor Sanvito falarei depois!
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| Artigos publicados pelo Dr. Paulo Hélio Monzillo |
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Baruzzi, A. C., Knobel, E., Cirenza, C., Kihara, E. N., Souza, V. C., Massaro, A., et al. (1997). [Use of tissue plasminogen activator factor for acute ischemic stroke]. [Clinical Trial]. Arquivos brasileiros de cardiologia, 68(5), 347-351. Da Costa, A. R., Monzillo, P. H., & Sanvito, W. L. (1998). [Use of chlorpromazine in the treatment of headache at an emergency service]. [Clinical Trial]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 56(3B), 565-568. Kihara, E. N., Andrioli, M. S., Zukerman, E., Peres, M. F., Porto Junior, P. P., Monzillo, P. H., et al. (2004). Endovascular treatment of carotid artery stenosis: retrospective study of 79 patients treated with stenting and angioplasty with and without cerebral protection devices. [Evaluation Studies]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 62(4), 1012-1015. Monzillo, P., Nemoto, P., Costa, A., & Rocha, A. J. (2007). Paroxysmal hemicrania-tic and Chiari I malformation: an unusual association. [Case Reports]. Cephalalgia : an international journal of headache, 27(12), 1408-1412. Monzillo, P. H., Lima Neto, M. M., Sanvito, W. L., Costa, A. R., & Saab, V. M. (2004). [Nummular headache: case report]. [Case Reports]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 62(3B), 903-905. Monzillo, P. H., & Nemoto, P. H. (2011). Patients with sudden onset headache not meeting the criteria of International Headache Society for new daily persistent headache. How to classify them? Arq Neuropsiquiatr, 69(6), 928-931. Monzillo, P. H., Nemoto, P. H., Costa, A. R., & Sanvito, W. L. (2004). [Acute treatment of migraine in emergency room: comparative study between dexametasone and haloperidol. Preliminary results]. [Clinical Trial Comparative Study Controlled Clinical Trial]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 62(2B), 513-518. Monzillo, P. H., Saab, V. M., Protti, G. G., Costa, A. R., & Sanvito, W. L. (2005). [Tolosa-Hunt syndrome: analysis of six cases]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 63(3A), 648-651. Monzillo, P. H., Saab, V. M., Protti, G. G., & Sanvito, W. L. (2006). [Ophthalmoplegic migraine: case report]. [Case Reports]. Arquivos brasileiros de oftalmologia, 69(5), 737-739. Monzillo, P. H., Sanvito, W. L., & Da Costa, A. R. (2000). Cluster-tic syndrome: report of five new cases. [Case Reports]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 58(2B), 518-521. Monzillo, P. H., Sanvito, W. L., & Peres, M. F. (1996). [Cluster-tic syndrome: two case reports]. [Case Reports]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 54(2), 284-287. Morillo, L. E., Alarcon, F., Aranaga, N., Aulet, S., Chapman, E., Conterno, L., et al. (2005a). Clinical characteristics and patterns of medication use of migraneurs in Latin America from 12 cities in 6 countries. [Multicenter Study Research Support, Non-U.S. Gov't]. Headache, 45(2), 118-126. Morillo, L. E., Alarcon, F., Aranaga, N., Aulet, S., Chapman, E., Conterno, L., et al. (2005b). Prevalence of migraine in Latin America. [Research Support, Non-U.S. Gov't]. Headache, 45(2), 106-117. Perini, G. F., Kassab, C., Bley, C., Monzillo, P. H., Thomaz, R. B., & Hamerschlak, N. (2009). Acute cerebral infarction in watershed distribution in a patient with hypereosinophilic syndrome. [Case Reports]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 67(2B), 510-512. Sanvito, W. L., & Monzillo, P. H. (1986). [Complicated migraine: apropos of 3 cases]. [Case Reports]. Arquivos de neuro-psiquiatria, 44(1), 44-50. Sanvito, W. L., Monzillo, P. H., Peres, M. F., Martinelli, M. O., Fera, M. P., Gouveia, D. A., et al. (1996). The epidemiology of migraine in medical students. [Comparative Study]. Headache, 36(5), 316-319. Zukerman, E., Peres, M. F., Kaup, A. O., Monzillo, P. H., & Costa, A. R. (2000). Chronic paroxysmal hemicrania-tic syndrome. [Case Reports]. Neurology, 54(7), 1524-1526.
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